Terça-feira, 31 de Maio de 2005

Toque de Sonho

cavalo-alado.jpg


Sonha Comigo,


Eu te pedi!


E a tua alma vagou,


Em sonhos Altos,


Tão grandes,


Que minha Alma,


Tocou!


Nada mais eu te pedira


Nada mais eu ansiava,


Apenas o toque Puro,


Dessa Alma que vagava.


Agora sei que esse toque


Se instalou no coração.


Não te peço mais que sonhes,


Quero voltar á Solidão!

publicado por igara às 17:06
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Era uma Vez (uma história de amor)

Diogo.jpg


Era uma vez o Mar! O Mar era tão grande que achava poder tocar o Céu. Todos os dias ele tentava, a todo o custo, mas as marés, cada vez mais fortes, acabavam por desistir. Aquele desejo de tocar o Céu transformou-se em Amor. Era um Amor maior que qualquer maré, maior que o próprio Mar. O Céu começava a desejar tocar o Mar, mas os ventos e as marés não foram feitos para se tocarem. Foi então que o Horizonte, cansado de tanto desencontro, decidiu falar para acalmar Céu e Mar: - Eu sou o Horizonte, e quem a través de mim olhar, não saberá distinguir onde termina o Mar e começa o Céu. É através de mim, e porque assim tanto o querem, que irão permanecer juntos, de forma tão infinita, como eu o Horizonte o Sou. "É por isso que eu sei, quando olho para o Mar, que apesar da distância que o separa do Céu, eles se encontram sempre no Horizonte!"
@Diogo, Janeiro de 2003 (6 anos)
publicado por igara às 16:07
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Sinto Falta de Nós!

Hoje acordei a pensar em ti. Talvez tenha sonhado contigo. Raramente me lembro dos sonhos.

Ainda sinto a tua falta. Ou melhor, sinto a falta das emoções que me fazias sentir. Dizem que nos apaixonamos pelas sensações que o outro nos provoca e não pelo outro em si.

E o que eu sentia quando estava contigo era bom!

Sinto falta de percorrer os 300 Km que nos separavam para estar contigo, sinto falta do abraço que me davas quando eu chegava, sinto falta do teu sótão, de estar na cama contigo a ouvir o vento rugir e a chuva a cair. Sinto a falta do teu cheiro (não, não é do XS) quando fazíamos amor pela manhã...sinto falta das lágrimas que vertia, quando, ao fim do dia de domingo me despedia de ti, entrava no comboio e regressava ao Porto.

Sinto falta da sensação de plenitude que eu sentia quando estava sozinha contigo na Foz e desatava a chorar...devias achar que eu era doida, no minimo. Mas a sensação era tão forte que não me conseguia conter. Era aquilo que eu entendo por felicidade.

Sinto falta de dançar contigo na rua, de te beijar, de te abraçar, de te amar...

Sinto falta de nós!
publicado por igara às 09:26
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Segunda-feira, 30 de Maio de 2005

Canção de Embalar (II)

Dorme meu Menino,


Que eu zelo por ti.


Dorme o teu Soninho,


Aconchegadinho,


Pertinho de mim.


Que os Anjos do Céu,


Te guardem a Alma,


Que eu beije essa face,


Tão pura, tão Calma!


Dorme meu menino,


Calmo e Sossegado,


Que eu canto para ti,


Dorme descansado.

publicado por igara às 14:09
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Sexta-feira, 27 de Maio de 2005

É o sucesso pecado??

Na passada semana fiz uma frequência de Português. E o texto que nos foi entregue para analise é este que se segue. Peço desculpa pela sua extensão, mas achei-o deveras interessante e não podia deixar de partilhá-lo convosco. Se não forem ligados a algum tipo de religião, gostava pelo menos que o lessem tendo pelo menos como base a condição humana.

Numa das suas recentes edições, a Harvard Business Review, uma das revistas de referência para os homens e mulheres de negócios, tratou o tema do sucesso numa optica espiritual.
Uma longa comversa com o padre Peter J Gomes, professor de Moral Cristã, desde 1974, na Universidade de Harvard, e um dos mais respeitados e conhecidos pregadores norte-americanos, percorreu as questões essenciais de um dos dilemas humanos contemporâneos: a aposta de vida no sucesso e na riqueza é compatível com a rectidão moral e espiritual de um cristão?
É desde logo apelativo verificar como esta questão é considerada actual e crítica no mundo dos negócios norte-americano. É também apelativo perceber como o capitalismo, na sua pátria de referência, é confrontado, de um modo tão profundo e pressionante, pelos grandes valores da civilização que gerou. É, por fim, apelativo o conceito que não confunde ricos com milionários, antes estende a noção de riqueza a todas as classes em ascensão, em luta e com perspectiva de enriquecimento.
O efeito mais relevante de toda a reflexão é o de nos perguntarmos se uma sociedade que tende a esgotar o Homem na sua dimensão produtiva e consumista é uma verdadeira sociedade personalista.
É o Homem o fim último de uma sociedade que, para triunfar, o aliena?
Não corre o capitalismo o risco de, tendo como fundamento o pensamento personalista, redundar, na realidade, numa sociedade que poderia ser concebida à luz de um pensamento transpersonalista?
No fundo, temos uma sociedade vocacionada para promover a felicidade das pessoas, ou, pela vertigem material e competitiva, confrontamo-nos hoje com uma sociedade que se vocacionou para o seu êxito abstracto, à custa da felicidade das pessoas?
Somos uma sociedade riquíssima em escolhas. E em grandes escolhas? Que espaço de decisão sobra para o comum dos mortais?
Vale o sucesso, uma família, vale a riqueza, a dimensão afectiva do ser humano, vale a carreira o abandono das crianças ou dos mais velhos?
"Uma das primeiras coisas que o rico descobre é que nunca é suficiente o que adquiriu, ao mesmo tempo que desenvolve um medo profundo de perder o que obteve", diz a dado passo.
A sociedade da liberdade tende a construir Homens livres ou Homens dependentes? A resposta há-de ser individual, mas a equação a resolver destina-se a todos e a cada um.
Adiante interpela: "Pessoas de negócios bem sucedidas perguntam-me, como dhei-de conciliar o meu sucesso com a minha sensação de vazio?"
Esta parece ser a pedra angular do raciocínio. Na hierarquia dos valores de cada Homem, onde fica o sucesso? É o sucesso um meio, ou um fim, é o sucesso uma responsabilidade - a quem mais for dado, mais será exigido - ou um bem que se usufrui egoisticamente?
"Os negócios, a riqueza, têm de ser meios e não o fim. Se se considerar o sucesso nos negócios como o objectivo último da vida, então o sucesso será grande, glorioso, impressivo, mas no final vazio e fútil."
A tensão entre sucesso é fé é inevitável. Deve o Homem de fé habituar-se a essa tensão. Depois, há que entender o valor e as responsabilidades que decorrem do sucesso e da riqueza e daí extrair as consequências.
A questão estende-se, todavia, a todos os Homens, com fé ou sem ela. A interpelação, antes de ser espiritual - não atribuir o sentido último da nossa existência terrena ao que é terreno - é profundamente humana, porque vai directa ao mais profundo do ser humano, à sua identidade, à sua natureza.
Afinal, todo o Homem que tome o sucesso e a riqueza como fins últimos da sua vida corre o risco enorme do vazio.
Para o crente e para o não crente a doença é a mesma. A única diferença está no facto de o vazio ser, para o crente, o sinal intorneável do seu pecado. Aquilo que lhe falta é aquilo em que está em falta.
(António Pinto Leite in Actual, revista do Jornal Expresso, 3 novembro 2001, p.20.)
publicado por igara às 16:29
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Coabitar - O lado simpático dos animais selvagens.

É impressionante o que vos vou contar. Vou falar-vos da necessidade de coabitar dos animais selvagens, uma vez que, infelizmente, com a raça humana isto não acontece. Pelo menos não com a intensidade que deveria. Quantos de vós, que nos lêem, têm a vossa família unida? Quantos de vós só conseguem juntá-la em datas muito específicas como o Natal, Páscoa. Infelizmente os Homens têm a infeliz ideia de serem capazes de se desenvencilhar sozinhos... mas nós dependemos sempre, mas sempre, dos outros. Vou dar-vos exemplos de como vivem determinadas espécies animais. Eu acho que deviamos, pelo menos reflectir um pouco sobre o assunto. Se é que me faço entender claro!
Um falcão paira sobre um ninho de cotovia, prestes a mergulhar para a matança. Em vez de proteger os filhotes, a mãe cotovia sai, arrastando uma asa pelo chão como se estivesse aleijada. Faz isso para parecer uma presa fácil e desviar a atenção do falcão. Protege os filhos, arriscando a vida.
O instinto que leva uma mãe a sacrificar-se pelas suas crias tem uma lógica óbvia, mas em muitas espécies de aves ou mamíferos, tios, irmãs ou irmãos fazem sacrifícios semelhantes. Podemos considerar por isso os animais generosos ou altruístas?
Entre as raposas vermelhas, as irmãs vivem em grupo, mas só uma procria. As outras, ajudam a cuidar das crias, alimentando-as e treinando-as e velando para que não saiam da toca ou do território. O gaio-anão da Florida chega a arranjar seis outros gaios para o ajudarem a tratar dos filhotes. Estes ajudantes, geralmente irmãos ou irmãs mais velhos dos recém-nascidos, trazem comida e afastam os predadores. Também os suricates-cinzentos cuidam dos jovens membros dos seus grandes agregados familiares e ensinam-lhes a procurar alimento. Os mangustos, os cães selvagens africanos e os chacais fazem o mesmo.
Muitos zoólogos explicavam este comportamento dizendo que os animais agem assim para o bem da espécie - a sobrevivência da espécie seria mais importante do que a de um indivíduo. Contudo, muito biólogos modernos rejeitam este ponto de vista por ser demasiado sentimental. Sugerem que os animais só se comportam altruisticamente para ajudar a preservar a espécie ou para defender os genes que têm em comum com outros membros da sua família. Ao protegerem-nos estão a preservar uma certa dose do seu próprio material genético - não tanto como se fossem eles próprios a procriar, mas o suficiente para que o seu sacrifício valha a pena.
publicado por igara às 15:50
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VITOR BAÍA - SIMPLY THE BEST

VITINHO:

Deve haver cerca de 0,01% de hipóteses de leres o que estou a escrever. Ainda bem...ufa!

Os anos passam e coninuas o Melhor. E só tens o record Mundial de títulos conquistados (rói-te de inveja, Ricardo!). :P


Ainda esta semana recebeste mais 2 troféus: Melhor Guarda Redes e Prémio Carreira...já nem deves saber o que fazer a tanto prémio, a tanta taça, carago! Mas é bom quando se tem o reconhecimento de quem nem sequer faz parte da família (família Portista, entenda-se).

É evidente que quem é realmente bom acaba sempre por ter uns inimigos invejosos, alguns até se dão ao trabalho de te difamar nos livros que escrevem...(a única maneira de conseguir vender uns livritos). Mas como diz o povinho: "Cá se fazem, cá se pagam."

E os últimos dias parece que foram dias de pagamento eh eh.

Quanto à selecção, o melhor é esquecer. Esta selecção não te merece.

Aguardemos...porque esse dia de pagamento também irá surgir mais cedo ou mais tarde.

O teu palmarés fala por ti, e aos criticos e inimigos a tua resposta só tem de ser a de sempre: continuar a trabalhar com vontade, ser o melhor e ganhar títulos!

FORÇA VITINHO!
publicado por igara às 10:40
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Quarta-feira, 25 de Maio de 2005

A Primeira Vez

O que escrever num blog?

O título até é sugestivo e dava pano para mangas mas talvez volte a ele mais tarde.

Eu gosto de escrever, mas para mim. Não costumo dar a conhecer os meus escritos. Têm a ver com o que eu sinto, o que eu penso..coisas que não deixo de dizer a um/a amigo/a confidente, mas sei que através da escrita expresso-me melhor. Talvez por saber que ninguém vai ler, perco o pudor e exponho-me mais.

Dou comigo a escrever sobre coisas banais, que acontecem no dia a dia. Situações que achamos que vão perdurar na memória para sempre, mas que passado alguns meses, relemos e ficamos surpreendidos com as coisas que aconteceram e que já tinham caído no esquecimento.

Nunca tive um diário na adolescência porque tinha um medo terrível que alguém o lesse. Nem aqueles que tinham chave e aloquete me convenceram. Agora desafiam-me para escrever neste cantinho onde posso ser lida por qualquer pessoa ...

Não querendo defraudar ninguém, fica desde já o aviso que vou continuar a escrever para mim...não vou andar a consultar dicionários para encontrar palavras mais bonitas e mais difíceis para impressionar. Vou tentar escapar à armadilha de querer agradar a gregos e troianos.

Obrigada a todos que se deram ao trabalho de ler esta pequena apresentação.

E obrigada Igara e Patai pelo convite. Beijinhos para as duas.

Até breve
publicado por igara às 09:10
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Terça-feira, 24 de Maio de 2005

Canção de Embalar (I) 

 


 


Que o brilho das estrelas,


te embale o sono.


 


Que a lua te alente,


todos os caminhos.


 


Que os sonhos que tenhas,


cheguem com calminha.


 


Que o teu despertar,


chegue de mansinho.


 


Que o meu abraço,


te possa acordar.


 


Que o meu beijo,


te traga alegria.


 


Que sempre comigo,


tu possas contar...


 


Em cada despertar,


de um Novo Dia!!!

publicado por igara às 11:11
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2005

Comida Proibida

O Homem é, sem dúvida, dos seres mais complexos de que alguma vez ouvi falar! Senão vejamos a capacidade que temos de ingerir tudo o que tenha pernas, menos mesas e cadeiras. Eu como carne, não posso negar! Mas, na minha opinião existem animais que não podem fazer parte da nossa alimentação! Cães, gatos, cavalos, veados... Uns porque os temos em casa e crescemos com eles; outros porque são possantes, elegantes; e outros porque, simplesmente, nos recordam o "Bambi"...
Há pouco tempo li um artigo e gostava de partilhar convosco o que aprendi relativamente ao apetite incontrolavel dos seres humanos; apetite esse a que os entendidos na matéria denominam CULTURA.
A especialidade de um dos mais antigos e famosos restaurantes de Londres é bife e empada de ostras, tradicionalmente acompanhados por um copo de cerveja. Mas praticantes de quatro das principais religiões do mundo achariam repugnante esta refeição aparentemente inofensiva.
Os Hindus são contra a ingestão de carne, os Judeus ortodoxos não ingerem mariscos e os Budistas não comem animais. Em contrapartida, o mesmo restaurante nem sonharia servir carne de cavalo. Esta, na Inglaterra é dada apenas aos cães, mas em França é usada na alimentação humana.
Se oferecessem um prato de cão assado a um francês ou a um Inglês, estes ficariam indignados e ofendidos, mas na China, os cães - chamados "cabritos sem chifres" - são um manjar, como outrora foram entre os Fenícios, Gregos, Romanos e Astecas, e até recentemente, no Pacífico Sul. Os Taitianos criam uma raça de cães para a culinária, e o Capitão Hook achou-os tão gostosos como o borrego inglês.
Todas as sociedades consideram certas comidas intocáveis. Poucos Europeus e Norte-Americanos apreciariam lagartas, formigas, gafanhotos, pés de pato crus, larvas de libélula. Mas tudo isto se come por todo o Mundo: formigas na América Latina, Ásia e África; lagartas entre os aborígenes da Austrália; gafanhotos entre os Índios Navajos da América do Norte; pés de pato crus na China e larvas no Laos.
De facto, é bem verdade que muitas vezes a nossa alimentação depende daquilo que o nosso ambiente nos proporciona.
Assim sendo, ainda que nos impressione as dietas alimentares das mais variadas sociedades, só temos de respeitar, porque ao fim e ao cabo, nós somos também muito estranhos noutros aspectos!!!
publicado por igara às 16:19
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