Quarta-feira, 28 de Setembro de 2005

Voarei

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Voarei sempre,


Marcando novos compassos,


Em busca de novos espaços.


Voarei sonhando sempre,


Tentando assim encontrar,


Tudo o que a vida me quer dar.


Voarei sem me cansar,


Pois nesta busca eu sei


Que algures me encontrarei!


É neste voo incansável,


Com que marco o meu Destino


Que vou encontrando a forma


De dar cor ao meu caminho.

</blockquote>
publicado por igara às 15:44
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...

Leiam este poema de Joaquim Pessoa, datado de 1977 e vejam como é actual! Digam-me o que pensam...

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Vi trigo           vi fome


Vi ferros         vi feras


Vi ruas           vi nomes


Vi grades       vi esperas


 


Vi armas        vi muros


Vi lutas           vi mortes


Vi surdos       vi mudos


Vi fracos        vi fortes


 


Vi mares        vi terras


Vi negros       vi servos


Vi fardas        vi guerras


Vi balas         vi nervos


 


Vi corpos       vi cardos


Vi fama          vi glória


Vi punhos      vi cravos


Vitória             vitória


 


Vi Abril           vi povo


Vi rosto          vi espanto


Vi nosso        vi novo


Vi pouco        vi tanto


 


Tão cedo       tão cedro


Tão certo       tão perto


Tão raiva       tão medo


Tão mar         tão deserto


 


Tão lua           tão leve


Tão pobre      tão pouco


Tão fúria        tão febre


Tão longe      tão louco


 


Tão alto          tão erva


Tão raso        tão resto


Conversa       conserva


Tão lento        tão lesto


 


Tão urze         tão hoje


Tão zero        tão tojo


Tão fica          tão foge


Tão ontem     tão nojo


 


Tão mata       tão morra


Tão égua       tão água


Tão pinho      tão porra


Tão merda     tão mágoa.


 


Joaquim Pessoa, “Amor Combate”(1977)


 


 

publicado por igara às 14:58
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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2005

Elogio ao Amor

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Eu adoro este escritor e o forma qu ele tem de se exprimir... leiam e digam o que sentem. Deve ou não se deve elogiar o Amor??


Elogio ao Amor - Miguel Esteves Cardoso (Expresso)
Seg., 19 Setembro 2005


"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas.
Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la.
Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível.


A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do  que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática.



Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama.
Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".


 


O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.


 


Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.


 


Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso.


 


Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.


 


O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes
mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber.


 


O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar
magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."



Miguel Esteves Cardoso “in, Expresso”


 

publicado por igara às 15:01
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VIVÊNCIAS...

Deixo aqui um poema escrito por um amigo que prefere ficar no anonimato:



As letras soltas que uno
São pedaços de uma vida
Repleta de emoções
Mal ou bem, mas preenchida


São o reflexo das vivências
Renovada valorização
Um conjunto de experiências
Que não têm definição


Infindável melancolia
Dentro de mim hibernando
Em cada triste despedida
Um fragmento foi ficando


Caminhando lentamente
Percorro este caminho
Rodeado por tanta gente
Mas estranhamente sozinho


Na simplicidade de um beijo
De um abraço e de um olhar
Redescubro novas rotas
Para esta jornada enfrentar

publicado por igara às 08:54
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Quarta-feira, 21 de Setembro de 2005

Ousara eu

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Ousara eu falar-te de estrelas


Das estrelas mais lindas do céu,


E das fadas que seguem os teus trilhos


 


Ousara eu encontrar brilhos,


Perdidos distantes, como cantos


Das sereias que rondam teus sonhos.


 


Ousara eu murmurar-te mansamente,


Como sonhos vagos, de deuses alados


Para encontrar o alento desse teu caminhar.


 


Ousara eu invadir o teu mundo


E viver calmamente o teu sentir


Nesse teu coração manso de Criança.


 


Ousara eu sonhar-te um dia


Em que meu coração no teu tocasse,


Para ficar eternamente nos teus braços.


publicado por igara às 12:03
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Sexta-feira, 16 de Setembro de 2005

A Minha Mãe

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A minha Mãe é tão linda,

É a mais linda do mundo.

E é por ela ser assim,

Que eu lhe conto tudo, tudo!

 

Conto-lhe coisas da Escola,

Coisas do meu Coração,

Conto sonhos, conto Histórias,

Conto tudo pois então!

 

E a mamã até sabe,

Coisas que eu não lhe conto!

Ela diz que é de ser Mãe

Eu acho que é de me amar muito!!

 

Autor: Diogo Costa (7 anos)
</blockquote>
publicado por igara às 12:26
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Quinta-feira, 15 de Setembro de 2005

Expressões que me tiram do sério!!!!!

Eu sei que não sou uma pessoa com muito bom feitio, mas o que é certo é que nos últimos tempos, tenho sido assediada por dias verdadeiramente negros. Foi exactamente num desses dias negros, onde nem com a ajuda do Farol de Constantinopla se conseguiria fazer luz, que decidi fazer um apanhado de expressões que me deixam tresloucada (sim é isso mesmo, louca 3 vezes). O meu empenho foi de tal ordem que cheguei a imaginar mesmo a entrega de óscares à séria mesmo à laia de Hollywood . Será então por categorias que irei partilhar as expressões que me viram do avesso, e olhem que quem quer que seja, virado do avesso não será certamente um regalo para a vista.


Expressões que me tiram do sério


a) “Oh pá, tu não me digas…”


Irrita ouvir esta expressão, principalmente se já dissemos a coisa que supostamente não deveríamos ter dito! Podia ter avisado antes, que não queria ouvir, aí ainda havia hipótese de podermos ficar calados, é que depois de dizer, já não há nada a fazer!!!


 b) “Isto são favas contadas….”


Que se contem carneiros para adormecer, eu ainda entendo. Que se contem petas, ainda vá lá que não vá…mas favas? Porque não ervilhas, lentilhas, o belo do feijão, o grão, até o tremoço? Sim porque até vos digo, há muito mais piada em contar os tremoços enquanto se bebe uma boa imperial, que contar favas.


c) “Não me acredito que estejas a falar a sério…”


Esta expressão denota que a pessoa que a profere, pertence à categoria dos incrédulos. Apetece logo gritar bem alto, preferencialmente perto do ouvidinho…”Mas já não se pode falar a sério ou quê?”. Numa segunda análise, pode dar azo a outros desabafos menos bonitos de se ouvirem, mas que podem reflectir a indignação daquele cuja veracidade é posta em causa (vou poupar este blog do calão e das palavras menos vernáculas).


Expressões que me irritam solenemente


a) “Assim também eu….”


Habitualmente esta frase é dita por alguém, que nem assim conseguiu fazer. A frase em si, nem me causaria muita repulsa se não viesse acompanhada de um arsenal de pequenas coisas que me deixam no limiar da insanidade. Senão vejam as hipóteses:


* “Assim também eu…mas não me disseste que podia fazer assim…”


oh pá, já agora, não queres o rabinho lavado com água de rosas não? Desculpa mas a cabeça não é só para usar cabelo e chapéu (nem vou colocar os lenços, que agora andam muito em voga)!


* “Assim também eu…” enquanto se puxa para baixo a pálpebra inferior.


 Dá logo vontade de perguntar se o que faltou em inteligência passou a haver em excesso no olho.


b) “É assim, é a vida…”


Excluo desta minha análise, o que efectivamente, é culpa da vida (a morte), e que nesse contexto, merece o meu respeito. Esta afirmação quase toca o transcendente, não fosse o facto de colocar na “vida”, o fardo das situações mal resolvidas que se deixaram em aberto, vá-se lá saber porquê. È sem dúvida nenhuma, mais cómodo culpar a “vida” pelos nossos pontapés, que constatar que o pé foi nosso e a culpa também!


c) “Quero que me digas a verdade”


A verdade verdadinha, é que quem faz este pedido quer ouvir tudo menos a verdade! Quem ouve este pedido sabe à partida que está quilhado. Sabe que vai ser preso por ter cão, e preso por não o ter. Habitualmente é resultado de algum tipo de relacionamento, onde a mentira existiu, o que se pode vir a revelar um cargo de trabalhos. Ah pois é….porque se existe a confissão de que se mentiu, falando a verdade, cria-se o precedente da desconfiança. Se a opção for continuar a mentir com quantos dentes se tem na boca (englobo também aqui as próteses dentárias), quem quer saber a verdade, continuará a achar que é mentira e vai deixar sempre em aberto e de forma bem latente sinais de desconfiança.


Expressões que me fazem espumar de raiva


a) “Desculpa, não queria escrever aquilo…”


Esta é sem dúvida uma das expressões mais disparatadas que eu conheço. Pode não se querer dizer alguma coisa e sem querer acabar por sair da boca para fora. Pode não se querer fazer algo e acabar por se fazer por motivos diversos…mas escrever? É que dá logo vontade de perguntar “olha lá... estás a passar-me atestados de estupidez ou quê?” ou então de uma forma mais simplista perguntar apenas “Tu estás parvinho (a) ou quê?”. Para os que me julgam susceptível, a verdade é que apenas escrevemos o que queremos, como queremos, e nos termos em que queremos. Quando damos a ler a alguém algo escrito por nós, tivemos tempo para reflectir se era efectivamente aquilo que queríamos dizer. Não adiantam os pedidos de desculpas porque uma mão, nem sempre lava a outra, e venha de lá a coragem de se assumir o que se faz. Afinal de contas, só muito raramente temos uma arma apontada ás nossas cabeças que nos obrigue a escolher entre o que não queremos fazer e o nosso amor à vida (esta situação é um bocado melodramática, quase pede a companhia dos violinos)!


b) “Não consigo viver sem ti….”


Uma frase que comece assim, levada à letra, faz-nos pressupor que logo a seguir a termos virado costas, a pessoa que nos dedica esta expressão, vai ser vítima de uma apoplexia fulminante e cair redonda no chão sem saber ler nem escrever. O que acontece na realidade, é que para grande espanto, se continua a respirar, o sangue continua a fluir, e tudo continua a mexer como antigamente. Quando se ouvem frases que começam desta maneira não admira que a maioria das respostas comecem com algo do tipo “ Não consegues viver? Então vão morrer longe para não cheirares mal..”, ou então, “ Desse problema eu não vou sofrer, livra….”


c) “ Sou capaz de pôr as mãos no fogo….”


Irra que isso é que é coragem. A menos que se seja Fakhir de profissão, esta frase não faz muito sentido, na medida em que o cheiro a carne queimada não é de todo agradável, e porque as queimaduras de 1º e de 2º grau demoram tempo como a gaita a cicatrizar (isto já para falar, que deve doer como o caraças). De toda a maneira se o que se pretende dizer é que se confia cegamente em alguma coisa, credo, então aí piora tudo. Por mim eu falo, que já me vi a fazer e sentir coisas de que jamais me acharia capaz. Se todos nós temos esta limitação de nos conhecermos, como podemos ter a pretensão de confiar cegamente nos outros ao ponto de darmos as nossas mãos como garantia? Sou sem dúvida mais apologista do provérbio que diz “cada um sabe de si”, que é como quem diz, “nem quero saber, que se lixe”.


Muito mais frases haveriam, mas estas foram seleccionadas por mim, de acordo com o meu mau feitio, e tendo em conta, que o humor negro que me assola chegou como o Citroen, veio para ficar, e ficou mesmo. Se tiveram paciência para me ler, admiro-vos a pachorra se não a tiveram admiro a sinceridade.

publicado por igara às 08:44
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Quarta-feira, 14 de Setembro de 2005

Estou muito, muito felizzzzzzzzzzzzzzzzzz!!!!!!!!

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Vá-se lá saber porquê tanta felicidade!!! Eu explico. Há uns tempos atrás postei um texto no qual estava muito deprimida e chateada por me achar e por me acharem muito mais gorda. Bem, tenho óptimas notícias: Não estou mais deprimidaaaaaaaaaaaaa!!!  E agora perguntam vocês: Não estás??? E eu respondo:  Não, estou muito feliz!


Acontece que eu, como não conseguia emagrecer de modo algum, comecei a cortar na comidita!  E só fazia duas refeições por dia: o sagrado almocinho e o divino jantar, apesar de saber que ficar muitas horas sem comer é muito pior... mas eu já tinha experimentado quase tudo e estava desesperada. 


Ontem fui à Dietista, uma rapariga muito bem “apessoada”!!! E descobri que vou poder comer muito mais, do que tenho estado a comer até agora. Lembrei-me de postar sobre este assunto pois fiquei a saber coisas que pensava serem exactamente o contrário:


- Não se pode comer pão feito com farinha refinada (carcaças, papo-secos…), mas pode comer-se pães com mistura de cereais, integrais e, agora vem a melhor parte: pão caseiro. Pode-se comer pão caseiro. Assim que a Dra. disse isto comecei a ficar como o Sérgio Godinho, “ com um brilhozinho nos olhos”.


Depois perguntou-me: a Pataininiti come muitos fritos? E eu respondi: não muitos, mas alguns e frito com margarina!!! Pensava eu que, por não fritar com óleo, estava absolvida!!! Ela disse-me que fritar seja o que for com margarina é pior do que tudo o resto! E disse-me para a partir de agora usar banha de porco!


-Sabiam que não se deve beber muita água às refeições?? Não é porque engorde ou porque provoque retenção de líquidos! É porque agua, em abundância, dilui os sucos gástricos e prejudica a digestão que vai demorar muito mais tempo!!!


- A água deve ser bebericada e não “engolida”. A ideia é nunca ter sede. Deve-se, quanto mais não seja, molhar a boca.


 


A minha única dúvida é: como é que, comendo mais, vou emagrecer. A Dra. disse-me que as pessoas que normalmente lhe dizem isto… são as emagrecem mais. Ahahahaha!


Dá para ver o meu sorriso rasgado, não dá?????? Só quero ver se consigo emagrecer mesmo!!!Beijos grandes e comam bem.


 

publicado por igara às 15:02
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Terça-feira, 13 de Setembro de 2005

SONHO IMPOSSÍVEL

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Hoje fazes anos!


Quantos? Já lhes perdi a conta...


Quando te conheci, eu ía fazer 24 e tu 38. Ou 39?


Pois...a idade vai passando e a memória já não é o que era. Mas pelas minhas contas fazes hoje 44 .


Por vezes vejo-te no shopping...Continuas lindo. Tratava-te por Lindo, lembras-te?


Eras o meu sonho impossível!


Descobri, quando já estava apaixonada (e eu apaixonei-me ao 1º olhar) que eras casado e tinhas um filho.


Nada o fazia supor...ou então era já a paixão a cegar-me.


Achava-te tão livre, tão boémio, como um artista gosta ou tem necessidade de ser...nunca mo disseste...soube por outrem que o "meu" pintor era um sonho impossível de alcançar.


Infelizmente o coração não quer saber do estado civil para nada, e continuei a gostar de ti da mesma maneira.


Foi uma luta entre a razão, que me dizia para te esquecer e desistir, e o coração, que me dizia que no amor nada é impossível. E que não podia desistir.


Vivi nesta luta durante largos meses. Desisti de desistir de ti. Mas o coração também não venceu.


E, numa altura que o destino nos separou, continuava a existir o íman que me atraía para ti. E tive que fazer um esforço enorme para deixar de te ver, de te falar...


Para deixar de sofrer. Para deixar de pensar em ti. Para continuar a minha vida.


Sei que se não o tivesse feito, não me teria apaixonado outra vez. Estaria aqui hoje a viver a ilusão de que um dia iria conseguir o meu Sonho Impossível...

publicado por igara às 14:01
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Segunda-feira, 12 de Setembro de 2005

O meu primeiro grande Amor

Encontrei o meu primeiro grande amor, não que eu ao longo da minha vida tenha tidos muitos grandes amores, mas este foi sem dúvida o meu primeiro grande amor. Estava eu ás compras, algo que eu não gosto muito de fazer, mas que naquele dia eu tinha decidido que havia de acontecer. Parei numa montra, e senti o reflexo de alguém que insistentemente olhava para mim. Nunca me dei bem com olhares insistentes, e resolvi sair dali, fingindo que não dava conta da insistência do olhar. Ao iniciar o meu trajecto, ouvi uma voz que me disse: “ Então Índia, já não me conheces?”. O meu coração bateu descompassado, apenas 3 pessoas me haviam chamado assim. Foi então que me virei, e dei de caras com o João Mário. Ele sorria com o mesmo sorriso franco e aberto de quando tínhamos 13 anos. Ele estava muito diferente, mas o sorriso era o mesmo de sempre. Corri para ele e dei-lhe um abraço, igual aos abraços que demos anos seguidos. Já não nos víamos há 20 anos, e no entanto parecia que tinha deixado de o ver ontem. Falámos das nossas vidas, dos nossos trajectos. A vida foi cruel demais com o “meu” João. Ela havia-lhe roubado um filho com apenas 7 anos. O casamento dele, já tinha terminado antes da morte do filho. Ele dedicava-se ao trabalho e á Nizé. Nizé era a mãe do João. Uma das mulheres mais lindas com quem alguma vez me cruzei na vida. Em crianças eu e o João tínhamos sido colegas de escola, éramos da mesma turma, éramos os melhores alunos da nossa sala. O João estudava á seria! Eu nem por isso. O João desde sempre soube o que queria ser quando fosse grande, queria ser Engenheiro Civil. Eu brincava com esse desejo, e tentava puxá-lo a toda a hora, para a brincadeira. Nizé, que eu sabia, gostava de mim de verdade, muitas vezes me dizia apontando o dedo na direcção do meu nariz: “ A minina tem qui deixá o meu rapaz istudá!”. Eu ouvia sempre o mesmo recado, e logo de seguida, entre sonoras gargalhadas, respondia-lhe: “Nizé, mesmo que eu tente muito, o João nunca virá comigo!” . Mas Nizé continuava com as recomendações, até que um dia corri para ela, sentei-me no seu colo e disse-lhe, segredando-lhe ao ouvido: ”Nizé, vou contar-te um segredo, mas não digas nada ao João, eu venho cá só para comer os teus bolinhos de côco, e para ouvir as tuas histórias, porque o João...esse é um chato.” Lembro-me que ela se riu até mais não, o certo é que nunca mais me fez recomendações. Agora estávamos ali os dois, trocando confidências de anos, eu sorvia cada palavra sua. Afinal ele sempre se tinha tornado Engenheiro Civil, e estava em Macau a trabalhar. Tirou o curso com médias tão altas que quando saiu da faculdade já tinha propostas de trabalho muito boas. Havia casado, pouco tempo depois e em 1994 tinha sido pai. Em 2000 o destino levara-lhe o filho num acidente de viação. A dor e o sofrimento de João eram visíveis na forma intensa como ele se referia ao menino. Eu não consegui travar as lágrimas que me invadiram, e limitei-me a ouvi-lo. Falámos horas a fio. Quando finalmente chegou a hora de nos despedirmos, não trocámos nem telefones nem moradas. Decidimos que o destino nos voltaria a juntar por acaso, quem sabe, daqui a 20 anos. Quando o João partiu, durante alguns momentos, consegui a voltar a sentir os aromas dos bolinhos da Nizé, consegui ouvir as nossas gargalhadas de crianças. Por momentos, recordei as nossas brincadeiras na praia. Recordei os nossos passeios á beira mar, quando caminhávamos ainda de mãos dadas. Por momentos, consegui reviver sensações, que havia remetido para um compartimento recôndito do meu coração à tanto tempo. João Mário desapareceu do meu angulo de visão, desaparecera por entre as gentes que passavam, mas eu soube, que para sempre, ele ficará guardado no meu peito, sei que nos voltaremos a encontar, quem sabe, daqui a 20 anos.
publicado por igara às 10:28
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