Terça-feira, 7 de Março de 2006

Silêncios

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"E sempre o silêncio foi olhado com desdém neste mundo de

palavras que se querem ditas... Adoro o silêncio quando ele se

veste de manto de cumplicidade. Ah! os meus silêncios

cúmplices que afagam o que não posso gritar. São meus,

nossos... é neles que te encontro, que viajo até ti, que te amo. As

palavras tem pouco peso quando tudo o que se diz é feito de

beijos, abraços, olhares, toques. O meu silêncio é o meu

refúgio!" - dizia ela enganando-se a si própria... Afinal o silêncio

cristalizou a impossibilidade daquele amor inquinando-o

juntamente com as ausências intoleravelmente presentes. Ele

havia saído magoado com as suas constantes fugas, não lhe

bastando os "silêncios cúmplices". Ela, romântica e apaixonada

(como nunca sentiu aquela força!), acreditava que o tempo

albergaria os sentimentos. "Luta por mim, não desistas, não vês

que também te amo?!" Sim! Amava! E ama, mas hoje em

silêncios que sendo cúmplices são a expressão da sua solidão.

Quanto a ele? Também amou e ama, mas busca em palavras

ditas em actos o que jamais encontrará: a entrega da alma que

vive naqueles silêncios...

 

@utora: Coral
publicado por igara às 13:45
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