Segunda-feira, 31 de Outubro de 2005

Para ti... (Sonho VII)

lua.JPG


Deixem me livre. Solta. Liberta...


Serei de certo, em tudo discreta.


 


Quero voar ou talvez não...


sentir ódio ou até paixão.


 


Quero ser eu e não ser ninguém...


apenas estar só ou estar com alguém.


 


Quero acordar ou estar a dormir...


quem sabe sonhar e nunca sentir.


 


Quero um beijo e digo que não...


deixo o desejo, agarro a paixão.


 


Quero ficar ou talvez partir...


sentir saudade de não a sentir.


 


Quero gritar omitir este som...


pintar de mil cores, ou apenas num tom.


 


Quero sorrir quem sabe a chorar...


ter a certeza q há terra e mar.


 


Quero amar um amor tão cruel...


umas vezes amargo, outras vezes mel.


 


Quero brincar feito uma criança...


ser uma mulher, sentir a esperança.


 


Quero lutar rendida p'la dor...


numa batalha, num jogo de amor.


 


Quero o sol perdido na lua...


andar coberta, com a pele nua.


 


Quero a ti ou qualquer outro...


ter a sanidade, de um simples louco.


 


Quero ser rica por ser tão pobre...


eleger o povo, para meu nobre.


 


Deixem me livre. Solta. Liberta...


Serei de certo, em tudo discreta...


 


@utor: A.Feiticeira...

publicado por igara às 11:42
link | favorito
De Anónimo a 2 de Novembro de 2005 às 10:45
Antes de comentar o belo poema da nossa amiga Feitiça gostaria de opinar o repto da Igara.
Pois bem, a Igarita lançou-nos uma aposta arrojada e o resultado está á vista, qualquer dia temos um livro de poemas publicado. Recordo-me na altura, quase todos comentavamos que não tinhamos queda para essas coisas,a escrita não exige jeito mas sim vontade. Porque raio havemos de ser sempre tão péssimistas em relação a nós próprios.
Não vou dizer que fiquei surpreendido, porque apenas vos conheço virtualmente. Não sei das vossas capacidades literárias. Apenas vos quero agradecer o prazer que me dão ao ler os vossos textos, e mais uma vez agradecer á IGA, SU e PATAI pela oportunidade de nos abrirem as portas e janelas, á nossa escrita.
Quanto a este poema tão brilhantemente executado pela "nossa" Feitiça, apenas queria dizer o seguinte: os niveis de confiança foram aumentando neste teu texto, inicialmente de sonho, pois não sabias bem o que pretendias,(como se diz por cá : estavas como o tolo em cima da ponte; vou , não vou; quero , não quero)para finalmente com os pés assentes na terra saberes perfeitamente aquilo que queres. "Quero ser rica por ser tão pobre". Que grande virtude. Sinto muito orgulho em ser teu nobre virtual.
Um beijo real com muita magia.Mao
(http://RIMASPOEMASEBONECOS.BLOGS.SAPO.PT)
(mailto:MAO_SU_LEU@sapo.pt)


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