Quarta-feira, 12 de Outubro de 2005

Para o Meu Filho

child-face.jpg



As lágrimas surgiram lentamente


Como lembrança do dia que findou


Aconcheguei-te mansamente no meu peito


Que durante tantas noites te embalou


Queria eu ter dons de fada


Queria eu calar a tua dor


Queria eu ter-te em meus braços


Afastar para sempre o teu temor


Mas a vida encaminhou-te para mim


E as palavras faltaram no momento


Mas os gestos surgiram brandamente


Atenuando assim teu sofrimento.


E ao ter-te em meus braços percebi,


Que não podia impedir o teu sofrer


Dar-te-ei para sempre o meu regaço


Para alentar a dor do teu viver.


</blockquote>
publicado por igara às 15:15
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12 comentários:
De Anónimo a 12 de Outubro de 2005 às 22:09
Igara, minha alma gemea... porquê um poema q encerra em si palavras q misturam dor e abegnação?...callanish
</a>
(mailto:ze_hemrique@hotmail.com)


De Anónimo a 12 de Outubro de 2005 às 15:27
Tens razão Igara. É dramático vermos sofrer aqueles que amamos,e não podermos livrá-los do sofrimento. Mas podemos abraçá-los, beijá-los, e oferecermos-lhes todo o nosso carinho, a nossa ternura, o nosso amor. Um abraço bem apertado pode não curar os males, mas pelo menos anestesia-os. Como eu gosto de ler os teus poemas, minha amiga. Um beijinho muito grande.Pinochio
(http://www.edenglorioso.blogs.sapo.pt)
(mailto:pinochio@sapo.pt)


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