Terça-feira, 11 de Outubro de 2005

A Fonte

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Não sei se conhecem umas crónicas que eu acho fantásticas que são publicadas aos sábados na revista GR do JN: "O sexo e a Cidália"...Para quem não conhece deixo aqui o essencial de uma dessas crónicas publicada há umas semanas:


Ela adormeceu meia hora apenas. Acorda em sobressalto e descobre que a cama continua molhada. Com o coração a bater mais depressa, tenta pensar como pode fazer para que ele não perceba o que se passou.


Foi depois do almoço que caiu em tentação, facto que nunca mais poderá remediar (...)


Ela andava a sentir-se estranha. Não é que o sexo com o António não seja bom. Já se conhecem há muito e cumprem o ritual de fim-de-semana, guardando para essa altura a cópula. O prazer dela é uma dormência boa, como se fosse um espirro prolongado. Na verdade, há anos que todos os orgasmos têm a mesma duração, e eles também não treinam para mais. Imaginem que havia um campeonato de orgasmos e passávamos o ano inteiro a treinar para a medalha de ouro.Um teria de superar o outro em busca do recorde...Como estaria Portugal neste campeonato?


Os dela nunca passavam da marca de sempre-e sentia-se bem assim. Ficava com um sorriso doce depois da dormência, e ele olhava para ela com orgulho. Tinham sempre o cuidado de não sujar a cama e depois cada um para o banho! (...)


Foi desde o Verão que ela começou a sonhar com um tipo que faz entregas lá na agência. Ele é musculado, e mesmo no Inverno faz questão de mostrar os braços que tem. Ela começou a achar piada áquilo. Deu por ela absorta no almoço, a pensar como gostaria q aqueles braços fortes a apertassem contra a parede. (...)


Todos os dias chegava a casa e masturbava-se a pensar no homem das entregas.(...) Ao fim dum tempo ela fez com que ele percebesse. Foi ela mesmo a receber dos braços dele um caixote pesado. Tocou-lhe nas mãos desculpando-se, e ele reparou como eram brancas e suaves (..) Na vez seguinte, tornando-se o desejo cada vez mais insuportável, ela ofereceu-lhe um café "ali da máquina" e ele, esperto, disse: " E se fosse num café aqui perto?"


Ela sorriu e foi.As maõzinhas suavam sem parar quando ele entrou com ar triunfante no bar. Ela disse q se sentia mal por estar ali, que os colegas ainda a viam, e ele, outra vez esperto, desafiou-a: "E um sitio mais sossegado?" Ela não conseguiu pensar bem e meteram-se no carro a caminho de casa, onde o António não chegaria tão cedo.


Ele agarrou-a como ela tinha sonhado, com força. E ela deixou-se ir até á cama que antes julgou sagrada. Dos pés à cabeça, ele não deixou nenhuma parte a seco, e de repente ela, quase inconsciente, passou das marcas. Ultrapassou o recordezinho de sempre- e molhou a cama, como nem sabia que um orgasmo podia fazer. Uma fonte de prazer.


Ele foi-se embora como um treinador que vê a sua corredora conseguir a marca desejada. Ela acordou pouco depois na cama molhada, com o António ali tão perto. Quase a chegar. Há recordes que nunca mais se repetem e fazem de nós atletas frustrados. Já vos aconteceu?


 


 

publicado por igara às 10:00
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