Quinta-feira, 19 de Maio de 2005

Alma Ferida

Se um dia te dissesse


Meu Amor,


Os murmúrios


Que em meu peito


andam vagando,


Mais certezas eu teria


do teu querer,


Se essas vozes


eu fosse Escutando!


Se por momentos,


Eu pudesse estar,


Perdida nas palavras


a que dás guarida,


Poderia então


eu dar descanso


A esta minha Alma tão Ferida!! 

publicado por igara às 17:48
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Quarta-feira, 18 de Maio de 2005

Parábola sobre Educação

A necessidade de nos educarmos, de aprender... aprender muito mais do que se pensa ser possivel é o que me trás a escrever este artigo. Todos sabemos que "o saber não ocupa lugar" e, muitas vezes, tentamos assimilar tudo o que somos capazes, mas falta sempre um pouquinho. Há sempre qualquer coisa que nos escapa... E pensamos mais tarde: "Podia ter aprendido mais qualquer coisa!".
Quando falo da necessidade de aprender lembro-me também da Educação de hoje... dos alunos de hoje...É problemático quando jovens de quinze ou dezasseis anos não querem mais estudar. Que bases? Que conhecimentos têm miúdos desta idade que pensam já saber tudo? Só mais tarde, quando se quer um trabalho que permita alguma estabilidade, é que se pensa: " Se soubesse, tinha estudado um pouco mais!"
Então, nas minhas incursões às prateleiras da minha biblioteca, encontrei uma passagem clara e transparente como àgua. Uma passagem que transmite um sentimento verdadeiro, incontestável.

Um homem ía andando pelo deserto quando uma voz lhe disse:

"Apanha umas pedras e coloca-as no teu bolso. Amanhã irás ficar feliz e infeliz."

O homem assim o fez: apanhou um punhado de pedras e meteu-as no bolso. Na manhã seguinte, descobriu que tinha no bolso um punhado de diamantes, rubis e esmeraldas.

Ficou feliz e infeliz ao mesmo tempo.

Feliz por ter apanhado as pedras.

Infeliz por não ter apanhado mais!
publicado por igara às 11:06
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Segunda-feira, 16 de Maio de 2005

Igha Ara

“Ao nascer foi marcada pela contemplação, Igha Ara, Pôr-do-Sol, foi o nome que lhe deram e que Igara respeitou até morrer!”

Igara vivia entre os seus. Viveu lá muito tempo. Mas o seu coração já há muito se perdia em sonhos e em voos (mais altos que o próprio Sol), que iam muito além da sua tribo. Pediram-lhe os seus, que fosse buscar o seu espirito que andava alheado, ausente. E ela partiu!! Partiu numa noite, sem que ninguém desse conta, partiu como a brisa que passa, ou com a própria brisa...não sei ao certo. Sei que caminhou rumo ao seu sonho “O Mar”! Deve de ter caminhado dias sem conta e sei que embarcou clandestina, num barco cheio de emigrantes.
João era um homem fechado. Havia no seu rosto traços marcados pelas lides do mar. Era homem de poucas palavras. Ninguém sabe o que aconteceu naquele barco...mas talvez o silêncio os unisse tanto, que João decidiu tomar conta de Igara (por certo o silencio os uniria...mas eu gosto de pensar que existia também Amor!).
João levou-a para a sua terra, também junto do Mar, mas afastou-a do povoado. Levou-a para uma pequena gruta, conhecida por poucos, longe da curiosidade de todos! Muitas vezes Igara era vista a contemplar o Mar, por entre as escarpas dos montes, mas todos se mantinham afastados da “muda” como se ela fosse um mau presságio!
Mas era verdade, Igara permanecia fechada e muda, a tudo o que não fosse João e o seu Mar. Igara tecia, urdia, cardava, cultivava e no escuro da noite, caçava. Muitos viviam apavorados coma s sombras nocturnas, que vagueavam nos pinhais, nos campos mas que se acalmavam sempre junto á praia.
Tenho em mim a crença que Igara continuava ainda a sonhar...a vagar...perdida na imensidão do mar!
Vivi, neta de Igara, a pessoa que me criou, a quem eu teimosamente chamava Titi (tal como Igara insistia), falava-me dela vezes sem conta. Eu sorvia cada palavra como se se tratasse da minha Estrela.
Ainda hoje, penso nela muitas vezes!
Penso nela...quando observo o Mar que tanto Amo!
Penso nela...quando o Sol se esbate no Horizonte!
Penso nela...nos momentos em que fico muda, envolta em pensamentos que me perturbam!
Penso nela...quando olho para os meus filhos e me sinto, por eles num olhar, prisioneira de Alma!
Penso nela...quando busco em Sonhos, realidades que não possuo!
Gosto de pensar que existe em mim, algo em bruto...algo que é selvagem e livre!
Algo que me faz voar com as minhas asas buscando sempre o meu querer!
Algo que me permite expressar Amor, sem recurso a outra coisa que não sejam as palavras!
Gosto de pensar, que a vida é curta, e que por isso tem que ser vivida intensamente, segundo a segundo, com a força e entrega do momento derradeiro!
É por isso que não me calo nas palavras, e que direi que amo, a cada toque que a minha Alma sentir!
publicado por igara às 16:52
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