Segunda-feira, 25 de Julho de 2005

LIBERDADE

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Liberdade


 


A liberdade é o meu clarim de guerra


e eu sou, no meu viver amplo e sem véus,


como os caminhos soltos pela terra,


como os pássaros livres pelos céus.


 


Ela é o sol dos caminhos ! Ela é o ar


que os enche os pulmões, é o movimento,


traz num corpo irrequieto como o mar


uma alma errante e boêmia como o vento.


 


Minha crença, meu Deus, minha bandeira,


razão mesma de ser do meu destino,


há de ser a palavra derradeira


que há de aflorar-me aos lábios como um hino.


 


Liberdade: Alavanca de montanhas!


Aureolada de louros ou de espinhos


há de cingir-me a fronte nas campanhas,


há de ferir-me os pés pelos caminhos.


 


Sinto-a viva em meu sangue palpitando


seja utopia ou seja ideal, - que importa?


Quero viver por esse ideal lutando,


quero morrer se essa utopia é morta !


 


(Poesia de JG de Araujo Jorge


do livro O Canto da Terra – 1945)


 


 


 

publicado por igara às 12:20
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