Sexta-feira, 27 de Maio de 2005

Coabitar - O lado simpático dos animais selvagens.

É impressionante o que vos vou contar. Vou falar-vos da necessidade de coabitar dos animais selvagens, uma vez que, infelizmente, com a raça humana isto não acontece. Pelo menos não com a intensidade que deveria. Quantos de vós, que nos lêem, têm a vossa família unida? Quantos de vós só conseguem juntá-la em datas muito específicas como o Natal, Páscoa. Infelizmente os Homens têm a infeliz ideia de serem capazes de se desenvencilhar sozinhos... mas nós dependemos sempre, mas sempre, dos outros. Vou dar-vos exemplos de como vivem determinadas espécies animais. Eu acho que deviamos, pelo menos reflectir um pouco sobre o assunto. Se é que me faço entender claro!
Um falcão paira sobre um ninho de cotovia, prestes a mergulhar para a matança. Em vez de proteger os filhotes, a mãe cotovia sai, arrastando uma asa pelo chão como se estivesse aleijada. Faz isso para parecer uma presa fácil e desviar a atenção do falcão. Protege os filhos, arriscando a vida.
O instinto que leva uma mãe a sacrificar-se pelas suas crias tem uma lógica óbvia, mas em muitas espécies de aves ou mamíferos, tios, irmãs ou irmãos fazem sacrifícios semelhantes. Podemos considerar por isso os animais generosos ou altruístas?
Entre as raposas vermelhas, as irmãs vivem em grupo, mas só uma procria. As outras, ajudam a cuidar das crias, alimentando-as e treinando-as e velando para que não saiam da toca ou do território. O gaio-anão da Florida chega a arranjar seis outros gaios para o ajudarem a tratar dos filhotes. Estes ajudantes, geralmente irmãos ou irmãs mais velhos dos recém-nascidos, trazem comida e afastam os predadores. Também os suricates-cinzentos cuidam dos jovens membros dos seus grandes agregados familiares e ensinam-lhes a procurar alimento. Os mangustos, os cães selvagens africanos e os chacais fazem o mesmo.
Muitos zoólogos explicavam este comportamento dizendo que os animais agem assim para o bem da espécie - a sobrevivência da espécie seria mais importante do que a de um indivíduo. Contudo, muito biólogos modernos rejeitam este ponto de vista por ser demasiado sentimental. Sugerem que os animais só se comportam altruisticamente para ajudar a preservar a espécie ou para defender os genes que têm em comum com outros membros da sua família. Ao protegerem-nos estão a preservar uma certa dose do seu próprio material genético - não tanto como se fossem eles próprios a procriar, mas o suficiente para que o seu sacrifício valha a pena.
publicado por igara às 15:50
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3 comentários:
De Anónimo a 30 de Maio de 2005 às 11:29
Este post mostra não só que muitas espécies animais podem não ter a chamada inteligência dos humanos mas muitas vezes quem é verdadeiramente selvagem é precisamente o humano, em especial nos maus tratos que inflige não só aos animais, mas a si próprio, veja-se o que se passa com as crianças...Gonças
</a>
(mailto:goncalomrodrigues@hotmail.com)


De Anónimo a 30 de Maio de 2005 às 09:53
La dizem q a natureza é perfeita e q só tem um erro ... o ser humano :sPasso
</a>
(mailto:Passodianisto@hotmail.com)


De Anónimo a 27 de Maio de 2005 às 16:54
Gostei deste post. Mas acho que se continua a subestimar os animais. Acredito que tudo que fazem para proteger os seus filhos é por Amor. Dantes os cientistas diziam que oa animais eram insensiveis à dor. eles é que são uns insensiveis, acham que os animais n passam de objectos de estudo.Mas são eles que nos dão várias lições de vida!susana
(http://bloguiando.blogs.sapo.pt)
(mailto:susana-silva3@sapo.pt)


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